Franquia portuguesa de limpeza chega ao Brasil

A disputa acirrada por empregadas domésticas e diaristas representa também uma oportunidade de mercado. A carência vivida pelo setor de limpeza faz com que empresas especializadas em limpeza profissional abram as portas no País. Esse é o caso da franquia House Shine que, depois de cinco anos de atuação em Portugal, chegou em julho ao Brasil. foto: divulgação

A disputa acirrada por empregadas domésticas e diaristas representa também uma oportunidade de mercado. A carência vivida no segmento faz com que empresas especializadas em limpeza profissional abram as portas no País. Esse é o caso da franquia House Shine que, depois de cinco anos de atuação em Portugal – seu país de origem -, chegou em julho ao Brasil. A meta é ambiciosa: a empresa espera fechar o ano com 100 unidades.

“O Brasil é atraente por dois motivos. Primeiro pelo crescimento dofranchising nacional, depois pela demanda por profissionalização na prestação de serviço de limpeza”, explica Lilian Esteves, diretora de expansão da marca.

Os serviços de limpeza de residências e de escritórios são os carros-chefes da marca, que ainda trabalha com limpeza profunda, pós-obra e pós-evento. Os clientes pertencem às classes A, B e C. “A procura acontece porque os consumidores perceberam que contratar uma empresa de terceirização traz benefícios. Além da padronização do serviço, eles não possuem vínculo empregatício com a profissional”, afirma Lilian.

O serviço demora duas horas, em uma casa de 120 a 150 metros quadrados, e sempre é feito por duas profissionais. Elas usam uniformes e utilizam utensílios e materiais da própria House Shine. “Que a mão de obra escassa é um problema, principalmente para o setor de limpeza, é evidente. Mas fazemos um forte trabalho motivacional. Além disso, o trabalho em dupla é menos cansativo e a possibilidade de visitar mais de uma casa ou escritório por dia traz mais dinamismo”, afirma Lilian. Outro ponto importante é a garantia de carteira assinada, o que nem sempre acontece no caso de diaristas.

O trabalho das profissionais de limpeza é fiscalizado por um supervisor, que também é o responsável por levá-las e buscá-las no local. No início da operação de uma unidade, o próprio franqueado assume esse papel.

Com uma unidade em operação no País, em São Paulo, a meta da empresa é chegar a 300 unidades no final do ano que vem e fechar 2012 com um faturamento de R$ 3 milhões. A expansão deverá acontecer em todo território nacional. Não é necessária uma loja para a abertura da franquia – que pode ser no formato home based ou então em um ponto comercial sem visibilidade, como uma sala em um prédio comercial.

A divulgação é feita pela própria rede e também pelo franqueado em sua microrregião. “Ele pode panfletar e fazer parcerias locais para publicidade”, afirma Lilian. Os pedidos de orçamento que chegam ao site da House Shine são mapeados e enviados para a franquia mais próxima do local onde será feita a limpeza. A rede tem, atualmente, 30 franquias em processo de implantação.

Perfil do franqueado
A marca busca franqueados que sejam “comprometidos, ambiciosos e busquem crescimento profissional”. “Não é preciso experiência anterior. Oferecemos um treinamento de três dias. No período, o franqueado aprende a como treinar seus funcionários, especialmente as profissionais de limpeza”, conta Lilian.

Maria José Leite é dona de uma agência de empregos há três anos e, desde o final do ano passado, já pensava em elaborar algo voltado para a área de limpeza. “Via a carência que existia no mercado. De um lado, pessoas que queriam receber um salário considerado alto para a profissão e, do outro, contratantes que reclamavam da qualidade do serviço prestado e dos encargos trabalhistas”, diz.

Foi quando, pela internet, viu um anúncio da House Shine procurando candidatos no Brasil. Sua unidade está em operação desde julho e atende à região do Morumbi, em São Paulo. Até o momento, Maria possui cinco clientes. A meta é fechar o ano com 20. Para isso, terá de contratar mais duas profissionais. “Usei o banco de dados da minha agência para recrutar. Não foi difícil. Hoje, o que essas profissionais querem é ser reconhecidas. Aqui, elas trabalham para uma empresa e não para uma ‘patroa'”, afirma.

Fonte: Portal Terra

Franchising on Road na Feira do Empreendedor do SEBRAE em Porto Alegre

O FOR – Franchising on Road estará em Porto Alegre de 27 a 30 de setembro, no Centro de Exposições da FIERGS. O evento itinerante que já visitou 7 cidades do Sul do Brasil agora se reinventa e leva as opções de franquias para dentro da Feira do Empreendedor do SEBRAE.

O Sebrae/RS está preparando uma feira cheia de oportunidades para aqueles que sonham em montar o próprio negócio. A instituição elegeu os temas Educação Empreendedora, Inovação e Tecnologia, Sustentabilidade, Empreendedor Individual, Empreendedorismo Digital, Acesso a Mercado e Crédito para contemplar nas oficinas, palestras e workshops que disponibilizará aos visitantes. A expectativa dos organizadores é de receber mais de 15 mil pessoas na Fiergs e outros 20 mil acompanhamentos virtuais.

Nessa edição a Feira contará com um salão específico de franquias e nos estandes 11 e 12 se encontrará o FOR – Franchising on Road com as seguintes marcas de franquias oferecidas: Bella Gula; Casa do Construtor; Link Monitoramento; Make-up Estética Automotiva; Quatrum English School; Rabusch; Rainha das Noivas; Saúde no Copo; Sharing Ortodontia; Trópico e Xôk’s Chocolates. O estande ainda conta com o apoio do Shopping Gravataí, Shopping Lajeado e Pró-overseas Consultoria e Negócios.

Para Paulo Genehr, Diretor Comercial e Consultor da Franca Varejo & Franchising, empresa organizadora do FOR, “trata-se de uma excelente oportunidade, pois cada marca pertence a um segmento diferente, possibilitando aos interessados um grande leque de opções”. Marília Kirst, Diretora e Consultora da Franca explica: “como inserimos em nossas estratégias a participação em feiras de negócios e temos foco de expansão das marcas no Sul do Brasil, entendemos que a Feira do Empreendedor do SEBRAE seria uma ótima oportunidade”.

INTERIOR – O Sebrae/RS irá viabilizar a participação de empreendedores do interior através de 95 missões, onde 3.500 empresários e interessados em abrir seu próprio negócio estarão no evento de maior destaque entre os promovidos pela entidade no Estado. A Feira do Empreendedor contempla, além de oportunidades empreendedoras, oficinas, palestras e workshops, distribuídos em 9 mil metros quadrados, no Centro de Exposições da FIERGS, das 14h às 21h.

SERVIÇO:

O QUE: Estande do FOR – Franchising on Road na Feira do Empreendedor do SEBRAE
ONDE: Porto Alegre – Centro de Exposições da FIERGS (Estandes 11 e 12)
QUANDO: 27 a 30 de setembro de 2012 das 14h às 21h
QUANTO: 1kg de Alimento não Perecível
IMPORTANTE: Missões saindo do Interior (Contate o SEBRAE da sua região)

Rede de chocolates cresce com foco na classe A

Comprovando o crescimento do setor de chocolate, o Grupo CRM, que controla as marcas Kopenhagen e Chocolates Brasil Cacau, faturou R$ 495 milhões em vendas diretas ao consumidor em 2011, número 18% maior do que o registrado no ano anterior. Foto: Divulgação

Dados da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab) mostram que o Brasil é hoje o terceiro maior produtor de chocolates do mundo e o quarto maior mercado consumidor. Comprovando o crescimento do setor, o Grupo CRM, que controla as marcas Kopenhagen e Chocolates Brasil Cacau, faturou, R$ 495 milhões em vendas diretas ao consumidor em 2011, número 18% maior do que o registrado no ano anterior.

A Kopenhagen, que nasceu em 1928 e começou a franquear em 1996, é o carro-chefe do grupo, com 300 unidades espalhadas pelo País. Desde 2009, 20 unidades, em média, têm sido abertas por ano. A rede oferece uma linha com cerca de 300 produtos, entre chocolates, balas, biscoitos, sorvetes e itens de cafeteria.

“Buscamos franqueados que tenham vivência comercial, visão empresarial, liderança e, de preferência, experiência no varejo”, explica Renata Moraes, vice-presidente do grupo. “Nosso cliente é predominantemente feminino e da classe A. Ele sabe diferenciar um chocolate fino daquele que não o é.¿

A marca investe em dois modelos de unidade, as lojas e os quiosques. A primeira opção pode ser encontrada nas ruas e nos shoppings e a segunda, somente nos shoppings. “A localização do ponto é muito importante. É preciso encontrar um local que entregue ao franqueado um faturamento mensal acima de R$ 70 mil. Isso significa que não dá para abrir uma Kopenhagen na periferia só porque o aluguel é mais barato, já que provavelmente não haverá o retorno de vendas para pagar os custos da loja”, afirma Renata.

Opinião do franqueado
Quando decidiu virar franqueada, Renata Pin escolheu a Kopenhagen de primeira. “Era advogada e prestava serviço para franquias. Quando engravidei, decidi que queria diminuir o ritmo de trabalho e ter um negócio próprio. Já conhecia a Kopenhagen e sabia que eles faziam um trabalho sério”, conta.

Mesmo com a percepção de que um negócio próprio dá tanto trabalho quanto ser empregado – ou mais -, Renata não se arrepende da escolha. Desde 2007, ela possui uma loja de rua, localizada em um casarão com jardim na Vila Madalena, em São Paulo. “Queria sair do escritório. Apesar da rotina cheia, principalmente nos dois primeiros anos da marca, eu tenho a liberdade de fazer os meus horários”, afirma.

Pela falta de experiência no varejo, a franqueada diz que o apoio da rede no inicio foi fundamental. “Eu não sabia como comprar, não sabia sequer quais documentos tinha que mandar para a contabilidade. Ter uma marca forte por trás e investir um ponto de venda diferenciado fizeram com que já no primeiro ano eu batesse as metas”, diz.

Embora Renata destaque os pontos positivos da Kopenhagen, ela conta que a empresa “não vive apenas de benefícios”. “Sempre digo que o maior desafio é o próprio crescimento da rede. Quando o grupo mudou de fábrica e adquiriu mais uma bandeira, os franqueados Kopenhagen sofreram com o desabastecimento de alguns itens, por exemplo. Apesar disso, tenho consciência de que os problemas vieram para que a empresa ficasse mais ajustada e pudesse crescer”, explica.

Fonte: Portal Terra

Franquia Park Idiomas fatura R$ 60 mil por mês

Park

Com 30 unidades abertas, a rede de escolas de idiomas Park Idiomas foi criada em 2001. O foco das escolas é em cursos de curta duração, com até dois anos de aulas. Hoje, sete estados já têm franquias da marca.

Os fundadores Eduardo Pacheco e Paulo Arruda decidiram ampliar a marca, no final da década de 1990, depois de dar um treinamento intensivo a um grupo de colaboradores de uma multinacional prestes a se instalar no Brasil.

Hoje, uma unidade padrão fatura 60 mil reais por mês, em média. O investimento, incluindo taxa de franquia, capital de giro e custos de instalação como reforma, fachada, móveis e equipamentos, pode chegar a 200 mil reais.

Investimento inicial: a partir de R$ 80 mil
Prazo de retorno do capital: 24 meses

Fonte: Exame.com – por Priscila Zuini

No amor e nos negócios, perfeito equilíbrio

Casais que escolheram as franquias para empreender juntos contam suas estratégias de sucesso. Consultores dão as dicas para não deixar azedar nenhuma das relações

Enquanto alguns casais não conseguem nem imaginar a possibilidade de trabalhar juntos, muito menos estar à frente do mesmo negócio, outros encontram na dinâmica da relação a dois e na combinação de talentos e gostos, que podem até ser distintos, ingredientes preciosos para impulsioná-los ao sucesso. É o caso de marido e mulher que decidem empreender juntos e elegem abrir uma franquia, um tipo de negócio que, pelas próprias características, seduz com a segurança de um casamento perfeito, entre o knowhow (do franqueador) e o perfil (do franqueado).

Mas, como em qualquer outro negócio, não existe fórmula garantida de sucesso com franquias. Marido e mulher, por mais “casal 20″ que sejam, devem estar preparados tanto para o fracasso, quanto para o sucesso. A relação pode azedar caso a franquia não decole, o que é compreensível, e é mais fácil para o casal se precaver contra essa possibilidade tendo um plano B na manga. O que poucos conseguem antever é que o sucesso estrondoso nos negócios também pode custar o fim do casamento. O equilíbrio, portanto, deve ser perfeito, porque são as mesmas pessoas no comando em casa e nos negócios. É bom que o capital emocional do casal esteja no azul, ele pode ser mais valioso que o dinheiro em espécie.

Franquias a dois

Uma das principais vantagens das franquias para os casais é que o negócio tem mais chances de dar dar certo. “A taxa de fechamento de franquias varia entre 1% e 2% ao ano, enquanto que, em outros tipos de negócios, essa taxa fica em 22%”, diz Ricardo Camargo, diretor executivo da Associação Brasileira de Franchising (ABF). “As linhas de financiamento também são muito mais disponíveis e têm juros inferiores aos demais praticados no mercado, até pelo baixo risco do negócio”, continua Camargo.

“O casal também terá suporte do franqueador para abrir o negócio e o processo é muito mais ágil, não tem toda a burocracia de outros tipos de negócio próprio”, assinala o diretor da ABF. “Só aí já tem um ganho de capital considerável”. A escolha do ponto comercial mais adequado ao negócio será feita com ajuda do franqueador, que também já possui um marketing robusto e toda uma estrutura de treinamento. Tudo isso diminui consideravelmente os riscos do casal empreendedor que escolhe as franquias.

Como os dois estão à frente da franquia e o sucesso é compartilhado, também não há desigualdades de carreira ou salariais para colocar um elefante branco no meio da sala do casal. “A divisão do sucesso, que é dos dois, ajuda o negócio a crescer muito e ainda favorece a relação”, comenta Camargo.

Segundo o diretor da ABF, grande parte dos casais à frente de uma franquia possui mais de uma unidade. “Sinal de que o negócio administrado a dois vai bem”, assinala. Quando o marido ou a mulher começa só, é comum que o outro cônjuge acabe se envolvendo ou deixe o emprego para embarcar de vez na franquia. E há também os casais que continuam em seus empregos ao mesmo tempo em que se tornam empreendedores no setor de franquias.

Cada um na sua

Seja qual for a situação, as tarefas devem ser bem divididas para que um não interfira na seara do outro e não haja conflitos entre as responsabilidades de cada um. “Às vezes, esses conflitos não chegam ao franqueador a tempo e isso pode ameaçar o sucesso da franquia”, adverte Cristina de Paula, especialista em franquias e varejo da Novoa Prado Consultoria.

A divisão de tarefas não causou problemas para o casal Nanci e Cláudio Miranda, embora ambos sejam contadores. “Eu cuido mais da parte administrativa. Ele, de operacional e equipe”, conta Nanci. “Eu me identifico muito com a área e gosto de lidar com investimentos”.

Nanci e Cláudio são donos de duas franquias da MegaMatte no Rio de Janeiro. Ela começou o negócio e ele embarcou depois — o marido ainda mantém outro emprego como contador. Para Nanci, as franquias melhoraram a vida do casal e a parceria também trouxe benefícios para os negócios: “É bom dividir o trabalho com quem você tem intimidade, temos uma liberdade grande para conversar”.

A enfermeira Clarísia Gusmão Tigre e o bioquímico Gildásio Cairo Neto continuam trabalhando em suas profissões e têm um bebê na família. Mas é justamente o fato de tocarem uma franquia a dois que permite ao casal ter sucesso na Prima Clean que possuem em Vitória da Conquista, na Bahia.

“Só dá certo porque estamos os dois juntos. Claro que, para o negócio prosperar, temos de nos fazer presentes, mas a tecnologia ajuda. Sabemos que nossa função é gerenciar e ter uma equipe confiável é fundamental. Não adianta querer fazer tudo, tem que fazer bem-feito, otimizando o tempo”, ensina Gildásio. “O profissionalismo independe de sermos casados. Mas o afeto que nos une faz com que o negócio tenha mais sucesso”.

Papéis em seu lugar

Além de áreas de comando bem demarcadas na franquia, o casal também deve fazer o que o diretor do Instiad, Luiz Cláudio Binato, chama de “plano de papéis”. O seleto ingrediente preventivo pode evitar que marido e mulher sofram uma espécie de efeito rebote por causa do sucesso financeiro do casal. Se o casal estiver ciente dos seus papéis e responsabilidades, vai ser mais difícil chegar a uma situação em que os negócios vão bem, mas o casamento vai mal — e, se acontecer, pode evitar que o casal coloque a franquia em risco.

“Homem e mulher desempenham vários papéis. A mulher é mãe, esposa, sócia e executiva. O homem é pai, marido, sócio e executivo. Então, proponho aos casais que, além de terem um plano de negócios, tenham um plano de papéis, saibam que papéis eles desempenham, porque os comportamentos, crenças e valores tendem a ser diferentes no desempenho desses papéis”, explica Binato.

“É muito comum as pessoas trocarem os papéis, pensar como pai na empresa ou agir como marido no ambiente de negócios, e é isso que deteriora as relações”, ressalta o estrategista em negócios. “Mas se o casal se antecipa com um plano de papéis e souber as responsabilidades esperadas de cada um, fica mais difícil de as relações se deteriorarem”.

Segundo Binato, se o casamento, seja por que motivo for, estiver passando por problemas, eles não vão afetar tão drasticamente os negócios do casal se cada um tiver ciência de seus papéis na franquia: “Conheço casais que se separaram, mas mantiveram a sociedade porque os negócios iam bem, e depois acabaram até reatando”.

Equilíbrio e flexibilidade

O sucesso do casal Fernando Bamberg e Laura Milano demonstra que eles têm habilidade ímpar para separar as expectativas e responsabilidades em casa e nos negócios. Nas franquias da Trópico, marca de surfwear, que possuem no Rio Grande do Sul, eles também se dedicam a áreas distintas. “Ela cuida de Recursos Humanos e contas a pagar e receber. Eu cuido da parte operacional e estratégica do negócio”, conta Fernando.

Laura e Fernando decidiram empreender juntos quando ela engravidou do primeiro bebê do casal. Ambos tinham carreiras e empregos estáveis. Ela, em um grande banco. Ele, em uma grande rede varejista. “A gente queria algo flexível para ter mais tempo com o bebê”, lembra Fernando. O negócio deu tão certo que no curto espaço de um ano eles já tinham quatro unidades de franquia da Trópico.

Um mês depois que abriram a primeira loja, na cidade de Canoas, nasceu o bebê. Naquele mesmo mês, dezembro de 2010, abriram a segunda franquia, em São Leopoldo, ao surgir uma boa oportunidade de compra. Laura estava de licença maternidade e ele ainda mantinha seu emprego. Em fevereiro de 2011, ambos decidiram pedir demissão para se dedicar em tempo integral às franquias. Em abril e dezembro, abriram as outras duas lojas, em Torres e Novo Hamburgo.

“Já tínhamos um planejamento financeiro muito seguro para abrir uma loja”, lembra Fernando. “Mas a gente se identificou muito com o franqueador e o modelo de negócios e, em pouco tempo, vimos que tinha ganhos”. Fernando ressalta que o casal foi motivado a expandir os negócios em tão pouco tempo pela identificação com a marca e boas oportunidades de compra e de ganhos. Tanto que não hesitou em ir atrás de recursos para financiar essa expansão. Em casa, a família também aumentou com a chegada do segundo bebê.

“Temos 18 funcionários. Nós trabalhamos mais agora, só que trabalhamos como e quando a gente quer”, conta Fernando. “Consigo flexibilizar minha dedicação aos negócios de acordo com as necessidades pessoais. A família vem em primeiro lugar e o trabalho é o nosso suporte para a gente ter a vida que sempre quisemos ter”, comemora. “Pego meu filho na escola, posso planejar uma viagem com a família toda fora de temporada. Esse é o ganho principal, a qualidade de vida, de modo que fique bom para a gente e para o negócio”.

Sinergia e conflitos

A consultora da Novoa Prado explica que não é o sistema de franchising em si que faz o sucesso do negócio quando marido e mulher estão no comando, mas, sim, como a dinâmica do casal contribui para impulsioná-lo, uma combinação que deu mais do que certo no caso de Laura e Fernando, que conseguem conciliar as responsabilidades de uma jovem família com os novos negócios em expansão.

“Não adianta um ter o perfil adequado para a franquia e o outro não, e isso já vai aparecer na hora de passar pelo processo de seleção do franqueador. Ambos têm que ter uma sinergia e habilidades que se complementam, até para poderem trabalhar bem juntos”, diz Cristina. “É a sinergia no trabalho e o profissionalismo dos dois que vão alavancar a franquia”.

Mesmo com uma boa dinâmica nos negócios, nenhum casal está imune às divergências só porque está vestindo seus “trajes business”. Em casa, as decisões podem até ser mais passionais e emocionais. Já nos negócios, marido e mulher terão de solucionar impasses sem prejudicar a franquia e sem que um fique de cara amarrada com o outro pelo resto da semana.

“A principal dificuldade é a relação marido e mulher, de confronto de duas áreas, de duas pessoas diferentes”, atesta Fernando. “Quero contratar mais gente e o RH, que é minha mulher, não deixa. Isso pode ser levado para casa depois do expediente”, comenta. “Mesmo assim, a gente gerencia esses conflitos, aí entra o consenso, porque nós dois já convivemos há muito tempo e o objetivo é um só, o sucesso da empresa”.

“Pontos de vista distintos sobre qualquer assunto acontecem em qualquer empresa”, comenta a especialista da Novoa Prado. “O casal tem que ter discernimento para agir em favor da franquia, pensando no que é melhor para os negócios”, ressalta Cristina. “Tem que deixar o orgulho de marido e mulher de lado e favorecer sempre o negócio”.

Camargo concorda, e ressalta a ideia do sucesso compartilhado para ajudar o casal a manter o foco no benefício mútuo e não pensar no individual na hora de tomar decisões de negócios. “Discussões entre sócios são normais. Mas se a mulher é ciumenta e o marido é responsável pela contratação, pode provocar uma briga de casal”, comenta o diretor da ABF. “O casal tem que ter ciência que tem de administrar essas relações em favor do sucesso do negócio”.

Caio de Almeida Cunha é master-franqueado Brasil da WSI. Ele e a mulher, Ana Luiza, apostaram na parceria para empreender no setor de franquias no retorno ao País, depois de três anos nos Estados Unidos. “Mesmo que, às vezes, tenhamos opiniões diferentes sobre o negócio, chegamos sempre a um denominador comum”, conta Ana Luiza. “A grande vantagem de trabalhar com o marido é a confiança mútua que temos. É poder ser 100% aberta com o outro, sem medo de ser mal-interpretada”.

Finanças

Outro ponto importante, observa Cristina, é separar as finanças pessoais das finanças da empresa. “Em qualquer franquia, o franqueado tem o hábito de misturar as contas da pessoa física com as da pessoa jurídica e isso não é uma cultura bacana para os negócios, tem que separar e administrar isoladamente”, orienta a consultora.

Essa demarcação é ainda mais fundamental para o casal empreendedor, porque a franquia será sua única fonte de renda. “Se a franquia não engrenar no prazo que eles esperam, vai faltar dinheiro dentro de casa”, ressalta Cristina. “Por isso, o casal tem que demarcar as finanças e ter uma reserva para as contas pessoais e outra para o capital de giro da franquia”.

Ter essa disciplina é tão importante quanto a confiança que um deposita no outro quando o assunto é dinheiro. Grande parte dos casais se sente mais seguro sabendo que é o marido ou a mulher quem está cuidando do dinheiro, mas não se pode misturar os desejos do casal com as necessidades do negócio e colocar tudo na mesma conta. Tudo a seu tempo, recomendam os especialistas, até que o investimento comece a ter retorno.

O mesmo horizonte

Assim como a vida conjugal não deve interferir na empresa, também os negócios não devem invadir a vida do casal. A tentação de trabalhar além da conta, principalmente no início da franquia, pode ser grande, mas deve ser evitada para não atrapalhar a relação. É claro que, como casal, nada impede que levem assuntos do trabalho para casa, desde que não passem da medida — se a vida íntima ou o lazer dos filhos começarem a sofrer, é um bom sinal para pisar no freio.

“Ser casado e trabalhar junto é como se dois gerentes convivessem 24 horas por dia falando do negócio”, conta Fernando. “Temos que nos policiar para não falar só sobre trabalho. Então, a gente estabelece um limite como em um emprego normal, às vezes até um pouco mais tarde porque estamos trabalhando para nós mesmos”.

Embora consigam equilibrar tão bem as franquias e a vida pessoal, Fernando e Laura admitem o receio de que os negócios possam predominar sobre a vida pessoal do casal. Mas também lidam com essa possibilidade de forma bem prática. “A gente prometeu tratar do negócio como um meio para atingir objetivos pessoais, estando presente para os filhos e mantendo nosso padrão de vida”, explica Fernando. “E se eu tenho carga horário para o chefe, tenho que ter para mim mesmo”.

Felizes nos negócios e no amor, o casal gaúcho celebra os frutos da dupla parceria. “O fato de administrarmos as franquias a dois é um dos fatores de sucesso porque nosso objetivo é o mesmo: ter resultado financeiro com a qualidade de vida que a gente buscava”.

 Casais e franquias: dicas (clique para ampliar)

 Casais e franquias: dicas (clique para ampliar)

Fonte: http://www.brasil247.com – por Luciane Macedo

Grifes são fonte de renda para outlet de lingeries

Apesar de comercializar produtos com boas margens de desconto, o público da rede faz parte das classes sociais A e B. As lojas são abastecidas com produtos de coleções passadas de grifes como Scala, Nu.Luxe, Forum, Valisère, Puket, Hope, Darling, Un.i, Rosa Chá, Dressy e Caro Cuore. Foto: divulgação

O que fazer com as sobras das coleções passadas? As principais grifes de moda já se acostumaram ao conceito de venda dos excedentes em bazares eoutlets. Mas, no mundo das lingeries, essa prática ainda é menos difundida. Com experiência no segmento, Maurício Michelotto viu aí uma ideia de negócio. “Eu trabalhei na indústria de lingerie por 28 anos. O destino das coleções passadas sempre foi um desafio para as marcas. Eu vi em uma deficiência do mercado uma oportunidade para mim”, relembra. Dessa ideia surgiu a rede Outlet Lingerie.

Em 2008, o empresário decidiu investir em um modelo de loja que comercializasse as peças de coleções passadas de grandes marcas. A rede já foi projetada com o objetivo de atuar no formato de franchising no futuro. Há cerca de um ano, o empresário deu continuidade ao projeto e liberou a entrada de franqueados. Desde então, a marca ganhou 29 lojas.

Para o franqueado Renato Pantaleão, o grande atrativo da marca é o baixo custo para implantação que, segundo a franquia, totaliza R$ 170 mil, incluindo capital de giro, taxa de franquia e estoque inicial. Além disso, para o empreendedor, a palavra outlet ajuda a captar clientes. “O nome é um dos grandes fatores e a rede de fato encontra bons preços. Os valores são bem diferenciados.”

De acordo dados do Outlet Lingerie, os preços das peças são de 40% a 70% menores do que os normais. Apesar dos descontos, o negócio é voltado para as classes A e B. “Embora seja um produto com preço 40% inferior ao que se encontra na loja da marca, essas peças não são populares”, afirma Renato.

Fornecedores do outlet
As lojas são abastecidas com produtos de coleções passadas de grifes como Scala, Nu.Luxe, Forum, Valisère, Puket, Hope, Darling, Un.i, Rosa Chá, Dressy e Caro Cuore. Todas as peças adquiridas no outlet podem ser trocadas em até 30 dias.

A compra de suprimentos para a loja é feita por meio do franqueador, que negocia com as marcas parceiras. Segundo Renato, o bom preço das lingeries para o consumidor final não afeta a lucratividade do negócio. De acordo com dados do Outlet Lingerie, o franqueado lucra mensalmente cerca de 10% do faturamento líquido mensal.

Perspectivas da marca
Até o final do ano, a Outlet Lingerie pretende ter 40 lojas. Para 2013 e 2014, a expectativa é de 65 e 100 unidades, respectivamente. A intenção é abrir lojas por todo o País. A rede já possui franqueados nas cinco regiões do Brasil, em cidades como São Paulo, Curitiba, Natal, Goiânia e Manaus.

A intenção da marca é fechar 2012 com faturamento bruto de cerca de R$ 20 milhões.

O mercado
Segundo a Associação Brasileira de Franchising, o setor de vestuário cresceu 7% no ano passado, o que é um número bom comparado à taxa do PIB de 2011 que foi de 3%. Entretanto, em 2010 o mercado teve um desempenho ainda melhor e cresceu 29% em relação a 2009.

Uma das explicações da entidade para os dados é o bom momento do mercado de lingerie. O nicho tem apresentado um crescimento consistente, mas não gera números tão altos para o setor como um todo porque seu tíquete médio de compra é inferior ao de outros segmentos de vestuário.

Fonte: Portal Terra

Ser superfranqueado requer experiência e cautela; veja dicas

Porfírio Costa se tornou franqueado do CNA em 2007. Hoje, possui cinco unidades da escola de idiomas, duas do salão de beleza Werner Coiffeur e uma da Patroni Pizzaria

Depois de consolidar a operação de uma unidade franqueada, alguns empreendedores decidem investir em novas lojas dentro da daquela mesma rede. Outros preferem diversificar seus investimentos, apostando em marcas novas. Eles são os chamados superfranqueados. “Comecei no franchising em 2009. Hoje, tenho 11 franquias do Spoleto e uma do Café do Feirante”, conta Fabiano Lot, de São Paulo. “Tenho cinco unidades do CNA, duas do salão de beleza Werner Coiffeur e uma da Patroni Pizzaria”, explica Porfírio Costa, do Rio de Janeiro.

Para dar conta de toda a operação, Fabiano e mais dois sócios – que são apenas investidores, ou seja, não atuam no dia a dia das lojas – montaram um escritório. Além disso, contam com gerentes em cada unidade, que se reportam diretamente a Fabiano. “É preciso atenção para não deixar nenhuma loja de escanteio. Visito entre duas e três lojas por dia. Estou pelo menos uma vez na semana em cada uma das minhas unidades”, explica. O escritório fornece a retaguarda burocrática necessária.

Antes de ser franqueado, Fabiano era gerente de franquias do Spoleto, o que o ajudou na estruturação inicial do negócio. “Comecei já sabendo que queria ser um superfranquedo e montei, junto com meus sócios, um plano de expansão rápida”, conta. No primeiro ano, eles já eram donos de quatro unidades.

No entanto, o empreendedor recomenda cautela para o candidato que não tenha a mesma bagagem. “Espere pelo menos um ano antes de abrir uma segunda loja. O negócio e o empreendedor precisam amadurecer”, recomenda. Outra dica é, antes de se tornar franqueado, colher o máximo de informações possíveis sobre o mercado de atuação, a marca e o seu público consumidor.

Aproveitar as oportunidades
Ao contrário de Fabiano, Porfírio não entrou no ramo de franquias com a ideia clara de se tornar um superfranqueado. A primeira unidade, do CNA, foi aberta em 2007. A segunda em 2008, a terceira em 2009 e assim por diante. “Fui aproveitando as oportunidades que iam surgindo”, afirma.

O fato de a rede de idiomas não possuir mais franquias disponíveis no Rio de Janeiro fez com que o empresário apostasse em unidades de outros segmentos. “Pesquisei e me interessei por dois setores que têm uma operação relativamente fácil e estão em constante crescimento: alimentação e beleza”, conta.

Porfírio explica que umas das questões centrais de ser um superfranqueado é conseguir se cercar de colaboradores de confiança. “Com oito unidades, é fundamental que eu tenha em cargos-chave pessoas que também cuidem do negócio. Elas nunca serão como o dono do negócio, mas precisam ser parceiros de verdade”, diz.

Em 2011, Fabiano e os sócios faturaram R$ 5,4 milhões. Para este ano, a meta é chegar a R$ 6,8 milhões. Sem falar em valores absolutos, Porfírio diz que de 2010 para 2011 o faturamento das suas oito unidades cresceu 20%. Em 2012, espera aumentar esse índice em 35%.

Benefícios e desafios de um superfranqueado
O franqueado da CNA aponta a rentabilidade como um dos maiores atrativos de ser um superfranqueado. “Um dos desafios é conseguir conciliar a gestão de todas as lojas. Por isso, minhas unidades, com exceção de uma, estão em um raio de dois quilômetros de distância e possuo um escritório que centraliza a parte burocrática de todas”, explica.

Em sua opinião, também é preciso saber diferenciar qual negócio requer atenção maior do dono. No seu caso, ele acredita que as unidades do CNA necessitem uma gestão mais cuidadosa. “Por dois motivos: é o ramo com o qual me identifico mais e também porque é fundamental uma atenção especial aos alunos e pais”, diz.

Fabiano afirma que é essencial que o empreendedor saiba de suas próprias limitações. “Unidades de bairro são mais difíceis de tocar. Você precisa de alguém que conheça muito bem aquele lugar”, exemplifica.

“É preciso também que o empreendedor identifique com clareza a partir de qual momento ele pode deixar a sua unidade ‘andar sozinha’. Ter várias lojas pressupõe que você se afaste um pouco de cada uma delas”, opina.

Fonte: Portal Terra

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